Transporte de mercadorias

  • A repartição modal do transporte de mercadorias em Portugal é dominada pelo transporte rodoviário, que, em 2024, representou 86,3% em Portugal, enquanto na UE-27 representou 78,2%.
  • Em 2024, o modo ferroviário assegurou 16,6% do transporte de mercadorias na UE-27, enquanto em Portugal se situou nos 13,7%.
  • Em Portugal o transporte de mercadorias por modo rodoviário continuou a ser o predominante, atingindo os 119,8 milhões de toneladas em 2024 (menos 8,4% face ao ano anterior); o transporte marítimo alcançou 79,1 milhões de toneladas (mais 4,6% face a 2023); o transporte ferroviário movimentou 7,9 milhões de toneladas (menos 8,1% relativamente a 2023) e o transporte aéreo manteve-se como o menos significativo, registando 340 mil toneladas nos aeroportos nacionais (menos 22,9% face ao ano anterior).
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A ficha temática “Transporte de mercadorias” analisa a repartição modal deste tipo de transporte, tanto em Portugal como na União Europeia (UE), e quantifica os volumes de mercadorias por tipo de transporte, bem como os volumes movimentados resultantes do comércio internacional.

A UE fixou como objetivo dissociar a mobilidade dos seus efeitos negativos sobre a saúde humana e o ambiente. O setor dos transportes é uma das principais fontes de emissão de gases com efeito de estufa (GEE) e de elevados níveis de poluição atmosférica, bem como de ruído, que podem afetar gravemente a saúde humana e os ecossistemas.

Quando se considera o impacte ambiental do transporte de mercadorias, a repartição modal ganha especial importância devido às diferenças de eficiência e desempenho ambiental entre os diversos modos de transporte – nomeadamente ao nível do consumo de recursos, das emissões de GEE, de poluentes atmosféricos e do ruído.

Embora a repartição modal esteja associada a diversos fatores, como o tipo de mercadoria, os requisitos específicos de transporte e o tipo de transporte disponível, alguns transportes causam impactes mais negativos sobre o ambiente do que outros. Por exemplo, comparando o transporte rodoviário com o ferroviário, este último é mais eficiente em termos de volume de carga transportada por quantidade de energia utilizada e maioritariamente menos poluente.

De acordo com a informação da Infraestruturas de Portugal, em 2024, a extensão da rede ferroviária eletrificada correspondia a 70,9% do total da rede em exploração, mantendo-se inalterada face a 2022.

 

Principais instrumentos de política

 

Contribuição para os ODS 

Objetivos: 
  • O Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), elaborado na sequência do Regulamento (UE) 2018/1999 e aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 53/2020 na sua atual redação, define, entre outros, os objetivos de promover a produção e consumo de combustíveis renováveis alternativos, em particular para os setores de transporte rodoviário pesado de mercadorias de longa distância, pesados de passageiros, setor marítimo de mercadorias e aviação, e de promover o transporte de mercadorias por via ferroviária e marítima.
  • A Lei de Bases do Clima, Lei n.º 98/2021, de 31 de dezembro, reconhecendo a situação de emergência climática, define que o Estado incentiva a descarbonização do transporte de mercadorias nas suas diversas modalidades, designadamente rodoviária, ferroviária, marítima e aérea.
Análise da evolução:
Última atualização: 
Sexta, 26 Junho, 2026