Relativamente ao Relatório Nacional de Aplicação da Diretiva Aves (2019-2024) para Portugal continental, as principais lacunas de informação na avaliação das tendências populacionais verificam-se nas espécies nidificantes. Ainda assim, no que respeita às populações invernantes, verifica-se um elevado grau de desconhecimento, particularmente na análise no longo prazo.
No caso das populações invernantes, entre as avaliações para as quais foi possível atribuir uma tendência populacional (72 a curto prazo e 51 a longo prazo), predomina a tendência decrescente (40% a curto prazo e 41% a longo prazo).
Relativamente às populações nidificantes, entre as avaliações com tendência atribuída (162 a curto prazo e 192 a longo prazo), a tendência decrescente é também expressiva (25% a curto prazo e 18% a longo prazo). Contudo para os dois horizontes temporais, importa igualmente salientar a predominância das tendências crescente e de estabilidade.
Nos Açores observa-se uma acentuada insuficiência de informação sobre as tendências das populações de aves, sobretudo a longo prazo e, em particular, no que se refere às populações invernantes. Ainda assim, de forma global, destaca-se uma tendência de estabilidade nas populações nidificantes.
Na Madeira verifica-se uma tendência global de crescimento e estabilização das populações nidificantes, tanto a curto como a longo prazo. Contudo, regista-se um nível considerável de desconhecimento das tendências populacionais. No que respeita às populações invernantes, persiste igualmente alguma insuficiência de informação, tanto a curto como a longo prazo.
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Dados respeitantes a: Portugal continental, Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
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Periodicidade de atualização: de 6 em 6 anos.