Incêndios rurais

A ficha temática “Incêndios rurais” contabiliza o número de incêndios em Portugal continental e a área ardida total, bem como a área ardida em áreas protegidas, e identifica as suas principais causas.
Descrição: 

Os incêndios rurais constituem um dos principais obstáculos à sustentabilidade da floresta e dos ecossistemas que lhe estão associados, provocando a sua degradação, bem como o desequilíbrio no prover de bens e serviços, quer de natureza económica e social, quer de natureza ambiental.

A área total ardida anualmente apresenta uma grande variabilidade interanual, muito relacionada com a severidade meteorológica verificada e apresenta uma tendência crescente a partir de meio da década de 80 do século passado, com um máximo na primeira década de 2000. 

Na década 2008 a 2017, ocorreram, em média, 21.926 incêndios rurais por ano, correspondendo-lhes 140.620 mil hectares de área ardida, sendo 63.860 hectares (45%) de povoamentos florestais e 67.662 hectares (48%) de matos e pastagens naturais e afetando ainda 9.098 hectares de área agrícola (7%).

O pinheiro bravo e o eucalipto são as espécies que mais têm sido afetadas, correspondendo a 82% da área de floresta ardida no período referido. Esta situação tem vindo a contribuir para a forte redução da área de pinheiro bravo (menos 263 mil hectares entre 1995 e 2010) e para o aumento da área de matos, conforme dados apurados pelo 6.º Inventário Florestal Nacional.

Para avaliar o risco de incêndio rural recorre-se ao Índice de Severidade Diário (DSR)  – calculado a partir do índice meteorológico de perigo de incêndio (FWI - Fire Weather Index) - que pretende representar a dificuldade de controlo de um incêndio rural, estando diretamente associado ao esforço requerido para a sua supressão.

Esta ficha temática diz respeito a Portugal continental e será atualizada anualmente.

Objetivos e Metas: 

A Estratégia Nacional para as Florestas, em coerência com o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, identifica como objetivos estratégicos o aumento da resiliência da floresta aos incêndios florestais e a redução da incidência de incêndios florestais, sendo os objetivos específicos e as metas preconizadas para o período 2013-2018 os seguintes:

  • Diminuição da área ardida anual de superfície florestal constituída por povoamentos para valor inferior a 0,8% da superfície florestal constituída por povoamentos florestais (25 384 hectares);
  • Diminuição significativa do número de incêndios com área ardida superior a um hectare;
  • Eliminação dos incêndios com área superior a 1 000 hectares;
  • Redução para menos de 75, do número de incêndios ativos com duração superior a 24 horas;
  • Redução do número de reacendimentos a menos de 0,5% do total de ocorrências.
Análise da evolução:
Última atualização: 
Quarta, 5 Junho, 2019