A classe dominante do IQAr em 2023 é “Bom”, mantendo o registo dos anos anteriores.
Índice de Qualidade do Ar
- Em 2023, a classe dominante do Índice de Qualidade do Ar (IQAr) foi “Bom”, mantendo o registo dos anos anteriores.
- No mesmo ano, observou-se um acréscimo de 3,9% de dias com qualidade do ar "Muito bom" e "Bom" em relação ao ano anterior e uma diminuição de 2,2% na percentagem de dias com classificação "Fraco" e "Mau", indicando uma melhoria do estado da qualidade do ar em Portugal, face a 2022.
- No período entre 2002 e 2023 verificou-se uma tendência global decrescente na percentagem de dias com classificação "Fraco" e "Mau", tendo-se registado o valor máximo de 16,8% em 2005 e um valor de 1,1% em 2023.
O indicador “Índice de Qualidade do Ar” (IQAr) traduz o estado da qualidade do ar ambiente no território nacional através da análise das classificações obtidas diariamente pelo IQAR.
O IQAr constitui uma classificação baseada nas concentrações de poluentes registadas nas estações de monitorização e representa a pior classificação obtida, traduzida numa escala de cores dividida em cinco classes, de "Muito bom" a "Mau". Os poluentes com a concentração mais elevada são responsáveis pela cor do índice e pela classificação atribuída à qualidade do ar diária em cada zona/aglomeração.
Desta forma, a apresentação diária do IQAr, através do Sistema de Informação QualAr e da app QualAr, permite informar e orientar o cidadão de forma a adequar os seus comportamentos e ações no sentido da proteção da sua saúde, especialmente dos grupos mais sensíveis da população.
O cálculo do índice é efetuado com base nas medições de poluentes obrigatórios, que diferem consoante se trate de avaliação de uma zona ou aglomeração. No caso das zonas, consideram-se como obrigatórias as médias aritméticas dos valores horários de ozono (O3), e dos valores diários de partículas de diâmetro igual ou inferior a 10 µm (PM10) ou igual ou inferior a 2,5 µm (PM2,5). Nas aglomerações, são usadas as médias horárias de dióxido de azoto (NO2) e as médias diárias de partículas PM10 ou PM2,5. Caso exista informação disponível relativa ao dióxido de enxofre (SO2), esta também poderá ser considerada no cálculo.
O índice é calculado e disponibilizado diariamente através do QualAr, gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com base na informação disponibilizada pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) no Continente e pelas Direções Regionais do Ambiente (DRA) nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Conceitos «Aglomeração», zona caracterizada por um número de habitantes superior a 250 000, ou que se situe entre 250 000 e 50 000 e tenha uma densidade populacional superior a 500 habitantes/km2. «Zona», área geográfica de características homogéneas, em termos de qualidade do ar, ocupação do solo e densidade populacional. [Fonte: APA] |
Contribuição para os ODS
- Garantir o cumprimento dos objetivos estabelecidos, tanto a nível comunitário como nacional, em termos de qualidade do ar ambiente, os quais visam evitar, prevenir ou limitar efeitos nocivos dos diferentes poluentes atmosféricos na saúde humana e no ambiente;
- Avaliar a qualidade do ar ambiente em todo o território nacional;
- Aumentar o número de dias do ano em que o índice de qualidade do ar é classificado como "Muito bom" ou "Bom", e diminuir o número de dias do ano em que é classificado como "Médio", "Fraco" ou "Mau";
- Promover e melhorar o acesso do público à informação sobre o estado da qualidade do ar e as suas consequências na saúde humana.
Instrumentos de política relevantes
Índice de Qualidade do Ar (IQAr) em 2023
Evolução da percentagem do número de dias com IQAr Muito bom/Bom, Médio e Mau/Fraco
No ano de 2023, verificou-se um acréscimo de 3,9% de dias com qualidade “Muito bom” e “Bom” em relação ao ano anterior, e uma diminuição de 2,2% na percentagem de dias com classificação de “Fraco” e “Mau”, indicando uma melhoria do estado da qualidade do ar face a 2022. Para este facto, contribuiu a diminuição do número de dias de evento natural face a 2022, já que este tipo de ocorrência veio a verificar-se como o maior contributo para as situações de qualidade do ar “Fraco” e “Mau”.
Na análise supra apresentada, e com os dados agregados do IQAr dos últimos 20 anos, deverá ser tido em consideração que, desde o ano de 2019, se verificou uma alteração metodológica, com o objetivo de alinhar o referencial nacional com os valores recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, passaram a considerar-se valores mais restritivos em alguns intervalos das respetivas classes de concentração de cada poluente, particularmente no intervalo de concentrações da classe “Médio” para o poluente ozono, um dos principais poluentes responsáveis pela cor do índice (pior resultado), deixando de se usar, nessa classe, o referencial de 120 µg/m3 para passar a 100 µg/m3, conduzindo a um aumento do número de dias com classificação “Médio” e a uma consequente diminuição dos dias com classificação “Bom”.
A análise relativa ao período entre 2002 e 2023 permite identificar uma tendência decrescente na percentagem de dias com classificação de “Fraco” e “Mau”, tendo diminuído de cerca de 16,8% dos dias em 2005 para 1,1% dos dias em 2023. Na última década, verifica-se uma tendência de manutenção da ordem de grandeza dessas ocorrências entre 1,0% e 3,3%.
Os valores diários do IQAr estão disponíveis online no sistema de informação QualAr.
Com base na análise efetuada e tendo em conta a mais recente revisão dos valores de referência da OMS para vários poluentes atmosféricos, recomenda-se que seja realizada a revisão da metodologia de cálculo do índice, que irá permitir uma avaliação mais alinhada com as recomendações internacionais. |
- Dados respeitantes a: Portugal continental, Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
- Periodicidade de atualização: anual.
Agência Portuguesa do Ambiente – Índices de qualidade do ar
Sistema de informação nacional sobre qualidade do ar – QualAr