Ar e Ruído

O ar difere da maioria dos restantes recursos naturais pelo facto de não comportar a possibilidade de escassez, não necessitando por isso o seu uso de ser racionalizado. A sua vulnerabilidade reside antes no seu elevado risco de deterioração.

De uma forma geral, a qualidade do ar é produto da interação de um complexo conjunto de fatores, entre os quais se destacam a perigosidade dos poluentes, o volume das emissões, a topografia a que se encontra e até as condições meteorológicas que lhe estão associadas.

A produção industrial e de energia e os transportes são os maiores emissores de poluentes atmosféricos. Estes sectores libertam para atmosfera alguns dos compostos mais gravemente danosos para a saúde humana, para os ecossistemas e para os materiais, como o dióxido de enxofre, o dióxido de azoto, as partículas em suspensão, o chumbo, o benzeno ou o monóxido de carbono, entre outros.

Estudos epidemiológicos têm demonstrado importantes correlações entre a exposição aos poluentes atmosféricos e a morbilidade e a mortalidade associadas a doenças dos foros respiratório (asma, bronquite, enfisema pulmonar e cancro do pulmão) e cardiovascular (enfarte do miocárdio, AVC), mesmo quando as concentrações dos poluentes na atmosfera se mantêm abaixo dos valores máximos legalmente fixados.

Os impactos da poluição atmosférica sobre o ambiente são igualmente gravosos: influencia diretamente o aquecimento global, está na origem das chuvas ácidas, por sua vez responsáveis pela contaminação da água e dos solos, e é um importante fator de degradação dos ecossistemas.

Por outro lado, o ruído, que está associado a muitas atividades humanas, como o originado pelo tráfego rodoviário, ferroviário e aéreo tem também um impacte elevado na saúde humana. O ruído ambiente é uma ameaça subestimada que causa incómodo e problemas de saúde a curto e longo prazo.

As políticas públicas dirigidas à gestão da qualidade do ar têm por objetivo reduzir as emissões de poluentes atmosféricos, procurando assegurar que o desenvolvimento socioeconómico tenha lugar de forma sustentável e ambientalmente neutra.

Fichas temáticas

  • Índice de Qualidade do Ar
    O “Índice da Qualidade do Ar” expressa através de uma classificação simples e percetível o estado da qualidade do ar ambiente no território nacional segundo a utilização de uma escala de cores.
  • Episódios de poluição por ozono troposférico

    A ficha temática “Episódios de poluição por ozono troposférico” identifica as situações de excedência dos limiares de informação de poluição por ozono troposférico, que desencadeiam um sistema de alerta para divulgação à população e às entidades competentes para que possam ser tomadas medidas com vista à redução da exposição a este poluente atmosférico.

  • Poluição por partículas inaláveis

    A ficha temática “Poluição por partículas inaláveis” analisa o cumprimento, no território nacional, dos objetivos impostos para partículas com diâmetro inferior a 10 μm no ar, com vista à proteção da saúde humana.

  • Poluição atmosférica por dióxido de azoto

    A ficha temática “Poluição atmosférica por dióxido de azoto” analisa o cumprimento no território nacional dos objetivos impostos para este poluente, com vista à proteção da saúde humana.

  • Emissões de substâncias precursoras do ozono troposférico

    A ficha temática “Emissões de substâncias precursoras do ozono troposférico” contabiliza as emissões de óxidos de azoto e compostos orgânicos voláteis não metânicos, moléculas que estão na origem da formação de ozono troposférico.

  • Emissões de substâncias acidificantes e eutrofizantes

    A ficha temática “Emissões de substâncias acidificantes e eutrofizantes” contabiliza as emissões de dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOx), e amónia (NH3), substâncias que contribuem para acidificação do meio.

  • Ruído ambiente
    A ficha temática “Ruído ambiente” agrega a informação obtida pelos Mapas Estratégicos de Ruído no território nacional continental e a evolução da população exposta a níveis superiores a 55 dB(A) durante a noite.